Segunda-feira, 16 de Abril de 2007
Hotel Rwanda

Ontem vi este filme pela segunda vez. Fiquei surpreendida comigo mesma, pois no meio de toda a tensão que o filme transmite, eu dei comigo a rir numa das cenas, em que Tatiana tenta usar um chuveiro como arma de defesa (com o pormenor de não haver água) contra o próprio marido.

Mas se há coisa que me tenha marcado neste filme foi a indiferença das potências mundiais (incluíndo a Bélgica,da qual o Ruanda tinha sido uma colónia), que nada fizeram para impedir que hutus (uma das facções) dizimassem milhares de tutsis (a outra facção). Quando o exército conseguiu expulsar os hutus revoltosos, estes já tinham morto perto de um milhão de pessoas, entre hutus e tutsis.

Pior ficou a minha consideração pela Bélgica, quando a semente do genocídio, foi plantada pelos belgas. Hutus e Tutsis não são duas tribos, foram duas categorias de escravos que os belgas impuseram no seu território. Tutsis eram os negros mais claros, com faces mais "europeias", na medida em que se notavam menos os traços africanos, mais altos e considerados por isso mais belos, sendo também melhor tratados pelos belgas. Hutus eram os outros escravos, mais baixos, de traços africanos predominantes, de pele mais escura. Acreditam que o estereótipo de beleza europeia foi aplicado aos africanos e que isso desencadeou uma guerra civil? A mim custa-me, mas contra factos não há argumentos.


barulhos agradáveis: Loud and Clear-The Cranberries

espetado aqui por pipita às 18:33
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